domingo, 6 de julho de 2025

O papel do vereador e o preço da omissão


Sempre que se fala em política, muita gente lembra logo do presidente, do governador, do prefeito… mas quase nunca se fala do vereador. E olha que o vereador é a autoridade mais próxima da população, aquela que deveria estar ali, no dia a dia, ouvindo, fiscalizando, propondo melhorias e defendendo os interesses do povo. Mas infelizmente, em muitas cidades da região das Agulhas Negras, o que mais vemos são vereadores que se escondem do seu papel.

O vereador não está na Câmara só pra dar nome a rua ou fazer moção de aplausos. Ele é eleito pra legislar, fiscalizar o Executivo e lutar pelas necessidades da população. É ele que pode cobrar melhorias no posto de saúde que está caindo aos pedaços, no ônibus escolar que não chega na zona rural, no asfalto que nunca vem. Mas quando o vereador se omite, quem paga a conta é a cidade inteira.

Veja Resende, por exemplo. Há bairros como Lavapés, Vicentina e Alegria que sofrem há anos com problemas básicos: esgoto a céu aberto, falta de iluminação pública decente e ruas com lixo e entulhos. E onde estão os vereadores eleitos por essas comunidades? Onde está a cobrança firme na tribuna, a visita técnica, a denúncia ao Ministério Público, o pedido de providências ao Executivo?

Em Itatiaia, outro caso: o escândalo de corrupção na história recente envolvendo o alto escalão da prefeitura chocou o Estado, e poucos foram os vereadores que levantaram a voz. Muitos se calaram, preferindo manter seus acordos políticos ao invés de defender a moralidade pública. Resultado? População revoltada, cidade paralisada, e a desconfiança geral nas instituições.

Na pequena cidade de Quatis, as demandas da zona rural, como estradas precárias e transporte escolar, continuam sem solução. E por que isso não avança? Porque muitos vereadores ainda confundem o mandato com um favor pessoal, e não com um dever público.

E o mais triste é ver que esses mesmos vereadores que se calam durante quatro anos aparecem sorridentes na eleição, pedindo mais um voto de confiança. Usam palavras bonitas, promessas recicladas, e somem de novo. A população precisa começar a lembrar: vereador que some depois de eleito, tem que continuar sumido na próxima eleição — nas urnas.

Não dá mais pra aceitar o vereador que só aparece na sessão, bate ponto, faz selfie e vai embora. Não dá mais pra aceitar o “vereador de gabinete”, que só atende por telefone e evita o povo. A cidade sangra quando o vereador não cumpre seu papel. E o povo paga essa conta com ruas esburacadas, escolas abandonadas, hospitais lotados e direitos esquecidos.

Está na hora de mudar essa lógica. Está na hora de cobrar. Está na hora de lembrar que vereador não é figurante, é protagonista. E se não quiser atuar, que dê lugar a quem tem coragem de ser voz do povo de verdade.

sábado, 5 de julho de 2025

O jogo já começou: Washington Reis, Paes e os caminhos para 2026


Nos bastidores da política fluminense, nada é por acaso — e a recente exoneração de Washington Reis pelo governador interino Rodrigo Bacellar foi apenas mais uma peça mexida num tabuleiro muito maior: a eleição de 2026.

A verdade é que Reis não está fora do jogo. Pelo contrário, está se movimentando com força, inclusive nos bastidores do Judiciário. Ele articula com seus aliados uma reviravolta na justiça para tentar derrubar sua inelegibilidade, que decorre de uma condenação por crime ambiental. A estratégia jurídica passa por um pedido de revisão no STF, buscando rediscutir os efeitos da Lei da Ficha Limpa no seu caso. Fontes dizem que há conversas com membros do judiciário e um esforço para construir um entendimento favorável. Ou seja: Reis quer ser candidato em 2026 — e está disposto a tudo para isso.

E ele não está sozinho. Eduardo Paes tem feito gestos claros de aproximação. A aliança entre Paes e Reis pode parecer improvável à primeira vista, mas, na real, é estratégica. Ambos têm interesse em enfraquecer a dobradinha Castro-Bacellar, que hoje domina o Palácio Guanabara. Paes, que já rompeu com Castro e tem ambições nacionais dentro do PSD, vê em Reis um possível aliado para ampliar sua força no estado e reconfigurar o mapa político do Rio.

Enquanto isso, Bacellar, ainda digerindo a repercussão da exoneração, tenta se firmar como nome competitivo para 2026, se colocando como uma espécie de "anti-Castro" — mesmo tendo sido eleito ao lado dele. Sua postura durante o breve período como governador interino deixou claro que ele quer mais que a cadeira de presidente da Alerj. Ele quer poder, e quer ser o próximo a sentar no Palácio.

A confusão que se armou após a exoneração de Reis revelou algo maior: o campo da direita no Rio está dividido. De um lado, Bacellar e Castro buscando manter o domínio que conquistaram. Do outro, um Washington Reis que, mesmo inelegível, não aceita ser descartado — e que já ensaia uma reaproximação com a esquerda moderada e até com o presidente Lula, o que tem feito circular nos bastidores a expressão “BolsoLula”.

Se ele vai conseguir se viabilizar juridicamente, ainda não sabemos. Mas uma coisa é certa: subestimar Washington Reis é um erro. Ele tem base, tem aliados, conhece os caminhos da política fluminense e não engole desaforo calado. Disse com todas as letras que a assinatura de Bacellar “não vale nada” e deixou no ar que sua demissão foi um ato pessoal, não institucional.

Com o retorno de Cláudio Castro ao governo, fica a dúvida: o governador vai reconduzir Reis ao cargo ou vai deixar tudo como está para não se indispor com Bacellar?

Enquanto isso, os bastidores seguem fervendo. E como sempre digo: no Rio, a política nunca dorme — ela apenas cochila de olho aberto.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Exoneração de Washington Reis escancara racha no governo e pode mudar o rumo das eleições de 2026 no RJ

Confesso que fiquei surpreso com a exoneração do Washington Reis da Secretaria de Transportes. A canetada veio de Rodrigo Bacellar, durante a ausência do governador Cláudio Castro, e caiu como uma bomba no cenário político do Rio. E vamos combinar: isso não foi uma simples troca de cargo. Foi uma jogada de xadrez — ou talvez de pôquer — onde Bacellar apostou alto demais, e pode ter perdido o jogo antes mesmo de se lançar candidato a qualquer coisa.

Washington Reis não é qualquer um. É ex-prefeito de Duque de Caxias, tem base forte na Baixada, articulação nacional e estava se movimentando com ambições claras para 2026 — seja para o Senado ou até para o governo do Estado. Tinha apoio de gente graúda: Eduardo Paes, setores do MDB, e até proximidade com os Bolsonaros. E Bacellar sabia disso. Sabia e viu nele uma ameaça direta ao seu projeto de poder.

O problema é que, ao exonerar Reis nesse momento, sem diálogo com o governador titular e em pleno exercício interino, Bacellar comprou uma briga que talvez não consiga sustentar. A impressão que fica é a de que ele quis mostrar força, mas acabou passando a imagem de alguém impulsivo, que atropela aliados e joga contra o próprio grupo. Cortar a cabeça do secretário de Castro, sem sequer esperar o governador voltar da viagem oficial, não foi só desrespeitoso: foi politicamente desastroso.

E eu pergunto: será mesmo que Cláudio Castro foi pego de surpresa? Ou isso já era uma movimentação combinada nos bastidores? Porque se o governador não sabia — como parece —, Bacellar escancarou um racha interno que vai dar dor de cabeça para muita gente. E se Castro já sabia, pior ainda: significa que o jogo político fluminense está se movendo muito antes da largada oficial das eleições.

O que dá pra dizer com certeza é que Washington Reis não vai deixar barato. Ele já enfrentou coisa pior. Está tentando reverter a inelegibilidade no STF e, se conseguir, pode voltar com mais força ainda. Essa exoneração, ao invés de enterrá-lo, pode ter sido justamente o combustível que faltava pra sua pré-campanha decolar.

No fim das contas, Bacellar pode ter errado feio. Porque quando se corta um aliado no escuro, corre-se o risco de acender um incêndio. E ao que tudo indica, esse fogo vai queimar até 2026.



quinta-feira, 3 de julho de 2025

Quando a pressa vira agressão

Não assisti ao jornal. Vi o vídeo circulando nas redes sociais, como tantas outras cenas que viralizam no nosso dia a dia digital. Mas confesso que fiquei desconcertado com o que vi: um repórter da Band, Lucas Martins, empurrando a repórter Grace Abdou, da Record, durante uma cobertura ao vivo sobre o desaparecimento de duas adolescentes em São Paulo.

O gesto, por si só, já seria grave em qualquer contexto. Mas ali, diante das câmeras, em plena transmissão, com milhões de pessoas acompanhando, a situação se torna ainda mais simbólica. Um homem empurra uma mulher — colega de profissão — apenas para conseguir falar com uma testemunha primeiro. Tudo isso em nome da notícia.

Mas que notícia é essa que precisa ser conquistada à força? Desde quando o “dar primeiro” virou mais importante do que o “dar com responsabilidade”? O episódio me fez pensar no quanto a lógica da visibilidade tem distorcido a essência do jornalismo.

Não é mais só sobre informar. É sobre entregar emoção, impacto, exclusividade — mesmo que isso custe a ética, o respeito ou, como vimos, o bom senso. Nessa corrida desenfreada por atenção, a verdade parece muitas vezes perder espaço para o espetáculo. E quando isso acontece, a notícia deixa de ser um serviço para se tornar um produto. E dos mais perigosos.

Lucas Martins se retratou depois, em rede nacional. Pediu desculpas, reconheceu o erro. E é justo que o arrependimento seja ouvido. Mas também é justo dizer que um pedido de desculpas não apaga o que aconteceu. Ele empurrou uma mulher. Ele rompeu um limite que jamais deveria ser ultrapassado — o do respeito humano. E isso precisa ser levado a sério.

Eu sou — e sempre serei — defensor do bom jornalismo. A informação é vital para uma sociedade justa e consciente. Mas ela precisa ser feita com ética. Com calma. Com empatia. A notícia precisa ser dada, sim. Mas nunca às custas da dignidade de alguém. Nunca atropelando quem está ao lado.

Ver esse tipo de cena viralizando me deixa inquieto. Porque ela revela uma lógica cada vez mais comum: a do “vale tudo” por likes, por audiência, por relevância nas redes. O jornalismo não pode se deixar contaminar por essa pressa tóxica. Porque informar não é competir. É servir.

Que esse episódio sirva, no mínimo, como um alerta. Para quem faz jornalismo e para quem consome. O público merece mais do que barracos ao vivo. Merece verdade, equilíbrio, respeito e sensibilidade. A notícia tem poder — e com poder, sempre vem responsabilidade.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Três Rios terá nova eleição para prefeito

Foto: Divulgação

Nos últimos dias, Três Rios voltou às manchetes – infelizmente, por um motivo que nenhum cidadão gostaria de ver associado à sua cidade: a cassação do mandato do prefeito reeleito Joacir Barbaglio, o Joa. Depois de ter sido eleito com mais de 60% dos votos, Joa foi afastado do cargo por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a revogação de uma liminar que lhe permitia exercer o mandato mesmo tendo sua candidatura indeferida por contas rejeitadas. Joa teve as contas de quando foi presidente da Câmara Municipal de Três Rios reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, em 2019.

O que mais me incomoda nessa história toda é o quanto a cidade perde. Não estou aqui para entrar no mérito da condenação, que foi baseada na Lei da Ficha Limpa e nas regras que todos os candidatos conhecem muito bem. Minha reflexão é sobre os danos que essa instabilidade causa à cidade e à vida de quem mora nela.

Imagine o seguinte: uma cidade elege um prefeito com maioria expressiva. Ele toma posse, começa a montar sua equipe, apresenta projetos, toma decisões – e, de repente, é afastado. Tudo para. Tudo volta à estaca zero. A população, que já sofre com os problemas do dia a dia, agora assiste à política local virar um palco de incertezas.

A pergunta que fica é: por que esse processo não foi concluído antes da eleição ou, pelo menos, antes da diplomação? Se a candidatura de Joa estava sub judice, por que o julgamento definitivo não foi antecipado? Ao permitir que ele fosse diplomado e empossado com uma liminar provisória, o sistema eleitoral criou uma ilusão de estabilidade. E quem paga essa conta é o povo.

Agora, Três Rios terá que arcar com os custos de uma nova eleição – gastos com estrutura, pessoal, segurança, logística e todo o processo eleitoral. Além disso, a cidade perde tempo precioso. Tempo de gestão. Tempo de planejamento. Tempo de execução de políticas públicas.

Enquanto isso, quem assume a prefeitura é Jonas Dico, presidente da Câmara Municipal, em um governo interino. Ele tem a missão difícil de manter os serviços funcionando, dar continuidade a projetos e manter a cidade minimamente estável até que novas eleições sejam convocadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Não é apenas uma questão jurídica, é uma questão de responsabilidade com a cidade. Três Rios não pode ser cenário de incertezas políticas a cada ciclo eleitoral. Precisamos de mais celeridade da Justiça Eleitoral, de mais rigor na análise das candidaturas antes do pleito e, acima de tudo, de mais compromisso dos nossos representantes com a ética e a legalidade.

A democracia é o melhor caminho, mas precisa ser mais eficiente. Não podemos continuar tratando com naturalidade o fato de um prefeito ser eleito, tomar posse e depois ser afastado meses depois. A cidade perde. A população perde. Todos perdemos.

terça-feira, 1 de julho de 2025

O Lula de hoje, a imagem do Brasil lá fora e a conta que está chegando

 


Por muito tempo, o presidente Lula foi retratado como uma figura carismática que atraiu atenção global. Mas, hoje, o cenário é outro — e o contraste entre o que ele representa dentro e fora do Brasil é cada vez mais evidente. No terceiro mandato, Lula não apenas enfrenta um país mais complexo, como também toma decisões que colocam em xeque a estabilidade econômica e a credibilidade internacional do Brasil.

No exterior, o presidente ainda busca se firmar como um líder do Sul Global, tentando se posicionar entre potências como China, Estados Unidos e Rússia. Participações em cúpulas como o G20, os BRICS e sua futura liderança na COP30 são exemplos desse esforço diplomático. No entanto, a imagem que ele tenta projetar colide com declarações polêmicas e alianças contraditórias. A aproximação com regimes autoritários, o silêncio seletivo diante de crises de direitos humanos e comparações infelizes — como a feita entre a guerra em Gaza e o Holocausto — acenderam alertas na Europa, em Israel, e até entre aliados históricos.

Essas posições não são apenas questões de política externa. Elas afetam diretamente a forma como o Brasil é percebido como parceiro comercial, destino de investimentos e ator confiável nas negociações multilaterais. O desgaste é real.

Internamente, o cenário também preocupa. O governo tem elevado os gastos públicos a patamares arriscados, sem apresentar contrapartidas sustentáveis. A promessa de responsabilidade fiscal feita no início do mandato não se concretizou. Ao contrário, o que se vê é um aumento das despesas correntes, ampliação da máquina estatal e uma série de pacotes que buscam arrecadar mais sem cortar na própria carne.

O Congresso tem reagido, como vimos recentemente na derrubada de medidas que visavam ampliar impostos sobre transações financeiras. A falta de articulação política e a dificuldade de lidar com um Legislativo cada vez mais autônomo indicam uma perda de força institucional, que compromete a governabilidade.

A economia, por sua vez, sente os efeitos desse desequilíbrio. A confiança do investidor sofre, os juros permanecem altos, e o crescimento continua tímido. O Brasil parece caminhar em círculos — com muito discurso, mas pouca entrega.

O fato é que o Lula de 2025 não representa renovação nem estabilidade. Sua condução, tanto no campo econômico quanto político, tem ampliado incertezas e criado fissuras no ambiente institucional e internacional do país.

Não se trata aqui de torcida contra. Trata-se de análise de fatos. O Brasil precisa urgentemente de mais responsabilidade, mais foco em resultados concretos e menos personalismo ideológico. O tempo passa, e a conta — como sempre — chega para o povo.


segunda-feira, 30 de junho de 2025

Davi do Esporte pode ser candidato a deputado estadual em 2026 — e cenário local favorece dobradinha com Diogo Balieiro


Nos bastidores da política resendense, um movimento começa a se destacar com mais clareza: a possível candidatura de Davi do Esporte a deputado estadual nas eleições de 2026. Atual vice-prefeito de Resende, Davi tem se consolidado como um nome com forte presença popular e histórico de atuação direta nas áreas do esporte, juventude e inclusão social.

O que chama atenção nesse momento é a articulação política que parece se formar em torno de sua pré-candidatura. Davi conta com respaldo tanto do prefeito Tande Vieira quanto do ex-prefeito Diogo Balieiro Diniz — dois nomes bem avaliados pela população. Diogo, inclusive, é cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, o que abre caminho para uma dobradinha estadual-federal, com os dois representando a região em esferas distintas.

Davi acumula uma trajetória política marcada por três mandatos como vereador, além de ter atuado como secretário de Esporte e Lazer, onde implantou centros esportivos, programas de incentivo ao esporte de base e eventos comunitários. A popularidade adquirida nesse período o coloca em boa posição caso decida entrar oficialmente na disputa.

É importante destacar que essa possível dobradinha entre Davi e Diogo tem um apelo estratégico: os dois são figuras públicas conhecidas, com experiência administrativa, e possuem bases eleitorais consolidadas em Resende e municípios do entorno. Além disso, ambos têm perfis complementares — enquanto Diogo tem um perfil mais técnico e de articulação institucional, Davi traz o lado mais comunitário e próximo da população.

A definição oficial das candidaturas ainda deve ocorrer nos próximos meses, mas o movimento político em torno de Davi indica que a disputa de 2026 já começou a se desenhar. Resta acompanhar como outros nomes da região vão se posicionar e qual será o impacto dessa possível aliança nas urnas.

domingo, 29 de junho de 2025

Diogo Balieiro Diniz: o nome forte rumo à Câmara dos Deputados?

Arquivo pessoal

Nas próximas eleições, tudo indica que o ex-prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, deve disputar uma vaga como deputado federal. E, se essa candidatura se confirmar, não é exagero afirmar que ele parte como um dos nomes mais fortes da região para a disputa.

Com dois mandatos consecutivos à frente da Prefeitura de Resende, Diogo consolidou sua imagem como gestor eficiente e inovador. Saiu do governo com alta aprovação popular e reconhecimentos em diversas áreas, especialmente saúde e educação. Sua reeleição em 2020 com mais de 82% dos votos — a maior votação já registrada na história da cidade — é uma prova da força que construiu.

Mais do que números, Diogo se destacou por ocupar um espaço político que, até então, parecia monopolizado por dois nomes tradicionais: Noel de Carvalho e José Rechuan Júnior. Ele foi, de certa forma, a terceira via que deu certo. Enquanto muitos tentavam romper com a velha polarização, foi Diogo quem conseguiu, de fato, criar um novo ciclo político em Resende. Às vezes indo contra o que a política pede, mas por algum motivo deu certo.

Mesmo fora do cargo desde o início de 2025, continua presente em eventos públicos e permanece sendo bem recebido pela população — tanto em Resende quanto em Itatiaia, onde atualmente atua como subsecretário de Saúde. Seu nome circula com naturalidade entre lideranças regionais e eleitores comuns, o que mostra que sua popularidade resiste ao tempo e à troca de mandato.

Caso oficialize sua candidatura a deputado federal, Diogo Balieiro surge como um dos principais nomes do Sul Fluminense. Com respaldo político e um capital eleitoral robusto, ele tem tudo para se firmar, agora, não apenas como liderança local, mas como um ator relevante na política fluminense e nacional.

Resta saber se ele aceitará o desafio. Mas, se aceitar, dificilmente passará despercebido.

sábado, 28 de junho de 2025

A Vida Não Espera

No ano passado, uma semana depois do Dia dos Pais, eu perdi o meu pai.

É difícil escrever isso. Difícil aceitar, difícil entender. Porque a gente nunca está pronto pra perder quem ama. E, no fundo, acho que sempre acreditamos que teremos mais tempo. Mais uma conversa, mais um abraço, mais um domingo juntos.

Mas a vida… a vida não espera.

Desde aquele dia, eu tenho pensado muito sobre o tempo. Sobre o quanto ele é breve. Sobre o quanto a gente se ocupa com coisas que não importam tanto, enquanto deixa pra depois aquilo que realmente importa.

A dor da perda me ensinou — de um jeito duro — que viver é agora. Amar é agora. Valorizar as pessoas que estão ao nosso lado é agora. Não dá pra esperar o momento perfeito, porque ele talvez nunca chegue. E a verdade é que, muitas vezes, enquanto esperamos que algo aconteça, a vida está passando. A gente vai perdendo momentos preciosos… e nem percebe.

Hoje, o que eu mais queria era mais um instante com meu pai. Mais uma chance de dizer o quanto ele foi importante pra mim. Mas a vida tem seus próprios caminhos. E quando ela decide levar alguém, tudo o que resta é a saudade — e as lembranças do que conseguimos viver.

Por isso, se você me permite um conselho: abrace hoje. Ligue hoje. Diga que ama hoje. Não espere. Porque o tempo passa, as pessoas vão, e o que fica mesmo são os momentos que tivemos coragem de viver por inteiro.

A vida é breve. Mas o amor, quando vivido de verdade, é para sempre.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

COM LENHA PRA QUEIMAR NOEL MIRA ALERJ

 


Me julguem, mas falar de Noel de Carvalho é falar de uma parte viva da história política de Resende — e, por que não, do estado do Rio de Janeiro. Poucos políticos conseguem atravessar décadas mantendo relevância, coerência e disposição para o trabalho. E Noel é um desses raros casos. Aos 82 anos, mesmo depois de tudo o que já construiu, ele mostra que ainda tem lenha pra queimar — e não é pouca.

Atualmente, cumpre com entusiasmo o seu primeiro mandato de vereador em Resende. Está presente nas sessões, debate com profundidade, fiscaliza o Executivo e segue ouvindo a população com a atenção de quem nunca se afastou das bases. E é justamente esse contato direto com o povo que tem alimentado conversas sobre seu retorno à Alerj como deputado estadual.

Seria um retorno mais do que natural. Basta olhar para o currículo: duas vezes prefeito de Resende, deputado federal constituinte, três mandatos como deputado estadual, secretário de Educação no governo Brizola, secretário de Agricultura com Garotinho, secretário de Habitação no governo Cabral. E em todos esses cargos, Noel não passou em branco. Em Resende, foi o responsável por um dos maiores programas habitacionais do país, deu as bases que implantou o Hospital de Emergência, construiu escolas, delegacias, postos de saúde, ajudou na implantação de vários serviços que hoje faz de Resende uma grande cidade. Enfim, independente do que falam ou gostem, ele já deixou a sua marca.

Na Alerj, defendeu pautas importantes na saúde pública, meio ambiente, mobilidade urbana, agricultura e políticas sociais, além de criar leis relevantes no estado.

Noel chegou a errar na estratégia e cometeu alguns erros em algumas campanhas, o que custou a sua eleição em alguns anos, mas nada que manchasse sua história. É verdade que os tempos mudaram, as campanhas, a política, os eleitores — tudo está diferente. Mas há algo que continua sendo essencial: a credibilidade. E Noel de Carvalho tem isso de sobra. Sua biografia é conhecida, seu trabalho é reconhecido, e sua disposição ainda surpreende muita gente, inclusive os mais jovens.

Se confirmar a candidatura à Alerj, Noel levará consigo não apenas experiência, mas também um olhar municipalista afiado, construído com décadas de prática real. Será uma voz firme num momento em que o Rio de Janeiro precisa urgentemente de mais maturidade, equilíbrio e responsabilidade no debate público.

Noel ainda tem muito a dizer — e mais ainda a fazer. E a política fluminense, convenhamos, está mesmo precisando de gente assim. Sei que apesar de ainda ter uma longa vida, superando a expectativa nacional, Noel está próximo ao fim de sua atuação política como conhecemos, afinal depois de toda essa carreira, ele merece curtir o descanso merecido de quem fez muito por seu povo, ao lado de sua família, mas com certeza é lamentável que Resende ainda não tenha "construído" outro político com a mesma credibilidade nacional. No fim, acredito que Noel é um "daqueles únicos" que nascem a cada século.