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sábado, 10 de setembro de 2011

Vai ser assim e pronto!


Quando vejo algo certo eu elogio, mas quando vejo algo errado tenho que apontar.
Na semana passada enquanto estava no estúdio de uma rádio de Resende, falando sobre o Fórum e a Conferência de Cultura que aconteceu no último sábado, com um balanço positivo no geral (disse no geral, mas não ao todo. Falo disso mais abaixo) um repórter de rua ao entrevistar o “dono” de um desses quiosques que tem em Campos Elíseos foi muito feliz ao aborda a troca do piso do calçadão, pois surgiram vários questionamentos. Por exemplo, estes quiosques terão que ser fechado por um tempo, os artesãos não poderão montar suas barracas que ficam ali de quinta a sexta-feira, religiosamente.  A minha pergunta e a de alguns artesãos que ainda não foram avisados é, para onde irão essas pessoas que dependem dessas vendas e muito não tem outra renda? Vão ficar sem trabalhar? Sem ganhar? E como honrarão seus compromissos? A prefeitura tem sim que trocar o piso do calçadão, mas não pode chegar e impor a sua bela vontade. Outro ponto. Diz-se que serão construídos alguns banheiros públicos. Minha pergunta é: Quem tomará conta e limpará esses banheiros para que eles fiquem em condições de uso? Alguém pensou nisso? Outra coisa, a troca de piso tem que ser feita, mas deve-se também fazer o nivelamento do piso, que parece coisa obvia, mas nem sempre é, como por exemplo a reforma da calçada do Cine Vitória que apesar de não estar terminada (eu acho que não terminaram), ficou sem escoamento de água, pois sempre que chove a água, ao invés de escorrer pra rua, vai pra dentro de uma loja anexa ao Cine, onde estavam (ou está?) parte do acervo ainda não catalogado, da Biblioteca Municipal, que é claro deu perda total nos livros que estavam no chão. Lamentável.  Se liguem nisso!
Falando Fórum/Conferência. Foi muito positivo o modo como foi organizado este, com pré-fóruns que ajudaram na discussão. Mas no sábado houve um atraso significativo (acabou por volta da 21 horas. Muito tarde). A eleição foi muito boa e os eleitos mereceram, afinal renovar sempre é bom. Só espero que todos compareçam ativamente, pois no último fórum tiveram conselheiros que não se importavam com seu mandato. Parece que se elegeram apenas para tirar a vez de quem queria fazer. E atenção senhor prefeito, os conselheiros governamentais eram os mais faltosos.  No geral foi muito bom rever amigos e olhar outros nem tão amigos assim. A democracia esteve presente.           Mas sugiro que o prefeito fique mais tempo no próximo evento desse porte, pois pegou mal sair logo após a mesa se desfazer. Rechuan chegou, tomou café, cantou o hino, falou da importância do evento e das aquisições para a cultura e saiu. Bom, se o evento é tão importante, porque foi embora? Será que foi presença da deputada Inês Pandeló (trauma de deputados?), que aproveitou muito bem para falar de suas conquistas. Ela sim, ficou até o fim da primeira parte e conversou com muitos “futuros eleitores”.
Acho que o prefeito deveria ter mais atenção com certas coisas se quer continuar “surpreendendo” a cidade, pois ele é que pode se surpreender no próximo ano. Aqui a gente vive, mas para vivermos felizes tem que se perguntar o que a população quer realmente.

Leandro Resende
Ator e Diretor da Cia LIATT de Theatro
Administrador deste Blog

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mudança de nome de calçadão em Resende causa confusão na cidade

Créditos: Lúcia Pires


   Uma confusão entre os vereadores da Câmara Municipal de Resende está causando discórdia sem procedentes na cidade. É que há dois anos o ex-vereador e atual presidente do Partido Verde da região, Fernando Menandro, foi à Câmara pedir ao então presidente da Casa, Luiz Fernando de Oliveira Pedra (PV), para que a Avenida Nova Resende fosse rebatizada com o nome do comerciante e poeta resendense Elias Atta, falecido em março de 2007, aos 90 anos. 
   No último dia sete de abril, Pedra fez uma indicação verbal na Câmara sugerindo que o calçadão recentemente construído na Beira-rio, próximo à Avenida Nova Resende, fosse batizado com o nome de Elias Atta. Sua indicação foi aprovada por unanimidade. Para surpresa de todos, porém, no último dia três, o vereador Mirim (DEM), em conjunto com o atual presidente da Casa, Kiko Besouchet (PP), apresentou um projeto de lei dando ao mesmo local o nome de Calçadão Pastor Genecy Jardim Farizel, em homenagem a um pastor evangélico, falecido em outubro do ano passado, que fundou a Igreja Batista que fica próxima ao mesmo calçadão.

   Os moradores do Campos Elíseos, inconformados com a atitude dos parlamentares, se movimentaram em redes sociais como Facebook e Twitter - além de blogs - para discutir o tema. Muitos são a favor de que o nome seja o do poeta resendense, enquanto outros acham que, apesar do pastor só ter vindo para cidade na década de 1980, ele também é merecedor da homenagem, e ainda existem aqueles que defendem que os vereadores deveriam respeitar a ordem cronológica de suas próprias proposições.
   Para Menandro, a ordem cronológica das sugestões deveria ser respeitada, porque os dois candidatos são merecedores da homenagem e as famílias não deveriam passar pelo constrangimento de assistir seus entes queridos serem postos em dúvida quando ao merecimento.


- Quando o calçadão da Albino de Almeida recebeu o nome de José Sarkis, eu fui com a filha do Elias, a Eliane, até o vereador Pedra para pedir que ele fizesse essa homenagem ao pai dela porque ele foi um grande resendense. O parlamentar foi muito receptivo. Isso foi há dois anos, e naquela época não havia calçadão algum, então argumentei que o nome Nova Resende não queria dizer nada e que seria interessante rebatizar a avenida com o nome de uma pessoa que sempre amou o município e passou sua vida inteira aqui escrevendo lindos poemas para Resende. Quem teve o privilégio de conhecer Elias Atta sabe do que estou falando.

   O rio Paraíba do Sul passava pelo quintal da casa dele, e quando construíram a Avenida Nova Resende parte da área foi desapropriada. Ele nadava no rio, remava, criou seus filhos aqui, e além de tudo foi um grande poeta. O Pedra concordou com a nossa sugestão e ficou de apresentá-la na Câmara - explicou Menandro, que não deixou de elogiar Genecy.
- O pastor era uma pessoa doce, maravilhosa, ajudou muita gente, mas essa comparação está fora de questão. Ele veio para Resende na década de 1980. Conheço a história do Genecy também, mas acho que os vereadores deveriam respeitar a ordem cronológica. A indicação do nome do Elias Atta foi feita primeiro, isso deveria ser respeitado - defendeu.

Desconfiança


   Já de acordo com um morador do Campos Elíseos - que pediu para não ser identificado -, o resendense precisa parar e pensar o porquê dos vereadores terem proposto dois nomes para batizar um mesmo logradouro público.
- Acho que alguns vereadores, não todos, estão visando quem dá mais voto. Ano que vem teremos eleição, e quem dá mais voto? Os fiéis da igreja em que o pastor trabalhava ou os amigos do poeta? O que os vereadores não estão levando em consideração é que esse poeta era resendense e muito amado por todos. Isso é um desrespeito que estão fazendo não só com a família dele, porque a indicação do nome foi feita primeiro, como também para todos os resendenses nascidos aqui. Mas isso eles vão descobrir nas urnas - disse o indignado morador.


Resendenses entre a história e a religião

Elias Atta
   Nasceu em Resende em 1916, e contou a história da cidade através de suas poesias. Acompanhou o desenvolvimento do município, como quando a luz elétrica chegou a Resende. Casou e criou seus filhos no Campos Elíseos. Apesar de ter cursado somente até a quarta série primária, construiu sonetos de grande valor linguístico e que relatam a história da cidade que não está registrada nos livros de História.


Genecy Jardim Farizel 
 
   Lecionou no Instituto Batista Resendense e no Colégio Agulhas Negras. Teve seu trabalho junto à igreja e a comunidade reconhecido, recebendo homenagens e títulos como o de Cidadão Mageense (Magé-RJ) e Profissional Emérito, em Resende.  
   Atuou na Primeira Igreja Batista em Resende por 11 anos, além de ter dirigido outras - como a Igreja Batista Central de Resende -, e organizado a Igreja Batista do Parque Embaixador.